quarta-feira, 25 de abril de 2012
BOTAR A MÃO NO FOGO POR ALGUÉM
BOTAR A MÃO NO FOGO POR ALGUÉM
Confiar inteiramente numa pessoa, responsabilizar-se pela honestidade dela....
Ah, a justiça dos homens.... Na Idade Média a quem cabia julgar um acusado? Não, nada de intermediários. A Deus, diretamente. Ele, do alto de sua sabedoria, determinaria se um acusado era inocente ou culpado. Para isso, havia diversos tipos de teste.
Um deles era a prova da água, que podia ser quente ou fria.
Na prova da água quente, o braço do acusado era mergulhado até o cotovelo numa bacia de água fervente. Logicamente, se o braço não sofresse nenhum dano, o homem seria declarado inocente. Na prova da água fria, o suspeito era jogado num rio ou numa bacia, com os punhos e os pés amarrados: se afundasse, era culpado; se flutuasse, inocente. O jeito era comer dois quilos de cortiça na véspera.
Uma modalidade bem menos dolorosa era a prova da cruz, utilizada nos julgamentos com dois litigantes. Eles eram postos frente a frente, com os braços estendidos paralelamente ao solo, como se estivessem crucificados. Aquele que primeiro abandonasse a posição era, claro, o culpado.
Outro tipo de prova envolvia o uso do fogo. E foi daí que veio a expressão botar a mão no fogo por alguém. A mão do acusado era posta no fogo, ou ele era obrigado a sustentar na mão uma barra de ferro em brasa, ou alguma outra calorosa variante. Se a pele permanecesse intacta, como acontece normalmente a pessoas puras e inocentes, o suspeito estaria livre.
A história não registra, mas certamente, se o acusado fosse rico e poderoso, era obrigado a pousar uma agulha morna na palma da mão. Se, depois de 10 anos, não houvesse nenhuma marca, estava definitivamente inocentado.
E você? Colocaria a mão no fogo por alguém hoje em dia?
Reinaldo Pimenta.
A Casa da Mãe Joana.
terça-feira, 24 de abril de 2012
QUINTOS DO INFERNO
Quando o Brasil começa a ser colonizado, predominantemente dois tipos de portugueses para cá vêm: os loucos por natureza ou por ímpeto irrefreável de aventura, e os desterrados em razão de algum crime cometido.
Mas, no século XVIII, o ouro vira uma atração para os nobres portugueses, que aqui desembarcam para ocupar cargos da alta administração: governador-geral, comandante de capitania, intendente, etc. Deles é responsabilidade pela coleta de impostos, entre os quais o de 20% do ouro extraído, chamado "quinto".
Como naquela época não existia transferência virtual de valores, o produto de arrecadação fiscal era transportado para Portugal via marítima. Quando lá aportava, os portugueses, que continuavam achando o Brasil o fim do mundo, diziam: "Lá vem a nau dos quintos do inferno". Daí veio o xingamento de mandar alguém para os quintos do inferno ou, simplesmente, para os quintos.
Essa é a expressão legítima. Não tem sentido dizer-se "o quinto dos infernos", o que faria supor a existência do quarto dos infernos, do terceiro etc.
Pimenta, Reinaldo - A Casa da Mãe Joana
Curiosidades nas origens das palavras, frases e marcas.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
O.S.P.T
A ORGANIZAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA DE TERESÓPOLIS.
Tenho andado muito preocupada com tudo que temos acompanhado em nossa ainda bela cidade.
Tenho andado assustada com os últimos acontecimentos trazidos á tona pelas redes sociais e "alguns" veículos de comunicação do município: Licitações ajustadas para os interesses fraternos, "clube do bolinha" ocupando cargos que deveriam ser disponibilizados ou preenchidos por competências, equipamentos públicos (leia-se Pedrão e Praça Olímpica) "emprestados" para uso particular E COM FINS LUCRATIVOS, alterações de leis beneficiando interesses de ordem privada, gabaritos em despautério descaracterizando o que era pra ser uma cidade serrana turística e de característica rústica......
Teresópolis há muito tempo atrás, era considerada uma das cidades mais belas do estado do Rio de Janeiro, quiçá, do país. Tinha todos os atributos para se tornar uma cidade aos moldes de Gramado, mas sua ORGANIZAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA a tem transformado em mais uma cidade feia, suja e apinhada.
Enquanto não houver uma verdadeira preocupação com os rumos da cidade, enquanto não houver uma sincera e despretenciosa preocupação coletiva e comunitária, enauqnto os "poderosos dos setores econômico e político" estiverem preocupado$ com $eu próprio umbigo... apenas nos restará a lamentação e a indignação daqueles que pouco ou nada podem fazer para mudar os rumos dessa história.
Por aqui, ou você cala a boca, ou caso contrário acorrentam duas bolas de ferro, uma em cada pé, te impedindo de andar com as próprias pernas.
Tudo isso e muito mais, você encontra na ORGANIZADA SOCIAL E POLITICAMENTE TERESÓPOLIS.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
ARNALDO JABOR É DEMAIS!!!


A falência múltipla dos órgãos públicos
17 de abril de 2012 | 3h 09
ARNALDO JABOR - O Estado de S.Paulo
Os corruptos ajudam-nos a descobrir o País. Há sete anos, Roberto Jefferson nos abriu a cortina do mensalão. Agora, com a dupla personalidade de Demóstenes Torres, descortinamos rios e florestas e a imensa paisagem de Cachoeira. Jefferson teve uma importância ideológica.
Cachoeira é uma inovação sociológica. Cachoeira é uma aula magna de ciência política sobre o Sistema do País. Vamos aprender muito com essa crise. É um esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras, de palavras que eclodiram diante de nossos olhos nas últimas semanas. Meu Deus, que riqueza, que profusão de cores e ritmos em nossa consciência política! Que fartura de novidades da sordidez social, tão fecunda quanto a beleza de nossas matas, cachoeiras, várzeas e flores.
Roberto Jefferson denunciou os bolchevistas no poder, os corruptos que roubavam por "bons motivos", pelo "bem do povo", na base dos "fins que justificam os meios". E, assim, defenestrou a gangue de netinhos de Lenin que cercavam o Lula que, com sua imensa sorte, se livrou dos mandachuvas que o dominavam. Cachoeira é uma alegoria viva do patrimonialismo, a desgraça secular que devasta a história de nosso País. Sarney também seria 'didático', mas nada gruda nele, em seu terno de 'teflon'; no entanto, quem estudasse sua vida entenderia o retrato perfeito do atraso brasileiro dos últimos 50 anos.
Cachoeira é a verdade brasileira explícita, é o retrato do adultério permanente entre a coisa pública e privada, aperfeiçoado nos últimos dez anos, graças à maior invenção de Lula: a 'ingovernabilidade'.
Cachoeira é um acidente que rompeu a lisa aparência da 'normalidade' oficial do País. Sempre soubemos que os negócios entre governo e iniciativa privada vêm envenenados pelas eternas malandragens: invenção de despesas inúteis (como as lanchas do Ministério da Pesca), superfaturamento de compras, divisão de propinas, enfrentamento descarado de flagrantes, porque perder a dignidade vale a pena, se a grana for boa, cabeça erguida negando tudo, uns meses de humilhações ignoradas pelo cinismo e pela confiança de que a Justiça cega, surda e muda vai salvá-los. De resto, com a grana na 'cumbuca', as feridas cicatrizam logo.
O governo do PT desmoralizou o escândalo e Cachoeira é o monumento que Lula esculpiu. Lula inventou a ingovernabilidade em seu proveito pessoal. Não foi nem por estratégia política por um fim 'maior' - foi só para ele.
Achávamos a corrupção uma exceção, um pecado, mas hoje vemos que o PT transformou a corrupção em uma forma de governo, em um instrumento de trabalho. A corrupção pública e a privada é muito mais grave e lesiva que o tráfico de drogas.
Lula teve a esperteza de usar nossa anomalia secular em projeto de governo. Essa foi a realização mais profunda do governo Lula: o escancaramento didático do patrimonialismo burguês e o desenho de um novo e 'peronista' patrimonialismo de Estado.
Quando o paladino da moralidade Demóstenes ficou nu, foi uma mão na roda para dezenas de ladrões que moram no Congresso: "Se ele também rouba, vamos usá-lo como um Omo, um sabão em pó para nos lavar, vamos nos esconder atrás dele, vamos expor nosso escândalo por seu comportamento e, assim, seremos esquecidos!"
Os maiores assaltantes se horrorizaram, com boquinha de nojo e olhos em alvo: "Meu Deus... como ele pôde fazer isso?..."
Usam-no como um oportuno bode expiatório, mas ele é mais um 'boi de piranha' tardio, que vai na frente para a boiada se lavar atrás.
Demóstenes foi uma isca. O PT inventou a isca e foi o primeiro a mordê-la. "Otimo!" - berrou o famoso estalinista Rui Falcão - "Agora vamos revelar a farsa do mensalão!" - no mesmo tom em que o assassino iraniano disse que não houve holocausto. "Não houve o mensalão; foi a mídia que inventou, porque está comprada pela oposição!" Os neototalitários não desistem da repressão à imprensa democrática...
E foi o Lula que estimulou a CPI, mesmo prejudicando o governo de Dilma, que ele usa como faxineira também das performances midiáticas que cometeu em seu governo. Dilma está aborrecida. Ela não concorda que as investigações possam servir para que o Partido se vingue dos meios de comunicação e não quer paralisar o Congresso. Mas Lula não liga. "Ela que se vire..." - ele pensa em seu egoísmo, secretamente, até querendo que ela se dane, para ele voltar em 14. Agora, todo mundo está com medo, além da presidente. O PT está receoso - talvez vagamente arrependido. Pode voltar tudo: aloprados, caixas 2 falsas, a volta de Jefferson, Celso Daniel, tantas coisinhas miúdas... A CPI é um poço sem fundo. O PMDB, liderado pelo comandante do atraso Sarney, também está com medo. A velha raposa foi contra, pois sabe que merda não tem bússola e pode espirrar neles. Vejam o pânico de presidir o Conselho de Ética, conselho que tem membros com graves problema na Justiça. Se bem que é maravilhoso o povo saber que Renan, Juca, Humberto Alves, Gim Argello, Collor serão os 'catões', os puros defensores da decência... Não é sublime tudo isso? Nunca antes, em nossa história, alianças tão espúrias tiveram o condão de nos ensinar tanto sobre o Brasil. A cada dia nos tornamos mais sábios, mais cultos sobre essa grande chácara de oligarquias. E eu estou otimista. Acho que tudo que ocorre vai nos ensinar muito. Há qualquer coisa de novo nessa imundície. O mundo atual demanda um pouco mais de decência política. Cachoeira, Jefferson, Durval Barbosa nos ensinam muito. Estamos progredindo, pois aparece mais a secular engrenagem latrinária que funciona abaixo dos esgotos da pátria. A verdade está nos intestinos da política.
Mas, o País é tão frágil, tão dependente de acasos, que vivemos com o suspense do julgamento do mensalão pelo STF.
Se o ministro Ricardo Lewandowski não terminar sua lenta leitura do processo, nada acontecerá e a Justiça estará desmoralizada para sempre.
Cachoeira é uma inovação sociológica. Cachoeira é uma aula magna de ciência política sobre o Sistema do País. Vamos aprender muito com essa crise. É um esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras, de palavras que eclodiram diante de nossos olhos nas últimas semanas. Meu Deus, que riqueza, que profusão de cores e ritmos em nossa consciência política! Que fartura de novidades da sordidez social, tão fecunda quanto a beleza de nossas matas, cachoeiras, várzeas e flores.
Roberto Jefferson denunciou os bolchevistas no poder, os corruptos que roubavam por "bons motivos", pelo "bem do povo", na base dos "fins que justificam os meios". E, assim, defenestrou a gangue de netinhos de Lenin que cercavam o Lula que, com sua imensa sorte, se livrou dos mandachuvas que o dominavam. Cachoeira é uma alegoria viva do patrimonialismo, a desgraça secular que devasta a história de nosso País. Sarney também seria 'didático', mas nada gruda nele, em seu terno de 'teflon'; no entanto, quem estudasse sua vida entenderia o retrato perfeito do atraso brasileiro dos últimos 50 anos.
Cachoeira é a verdade brasileira explícita, é o retrato do adultério permanente entre a coisa pública e privada, aperfeiçoado nos últimos dez anos, graças à maior invenção de Lula: a 'ingovernabilidade'.
Cachoeira é um acidente que rompeu a lisa aparência da 'normalidade' oficial do País. Sempre soubemos que os negócios entre governo e iniciativa privada vêm envenenados pelas eternas malandragens: invenção de despesas inúteis (como as lanchas do Ministério da Pesca), superfaturamento de compras, divisão de propinas, enfrentamento descarado de flagrantes, porque perder a dignidade vale a pena, se a grana for boa, cabeça erguida negando tudo, uns meses de humilhações ignoradas pelo cinismo e pela confiança de que a Justiça cega, surda e muda vai salvá-los. De resto, com a grana na 'cumbuca', as feridas cicatrizam logo.
O governo do PT desmoralizou o escândalo e Cachoeira é o monumento que Lula esculpiu. Lula inventou a ingovernabilidade em seu proveito pessoal. Não foi nem por estratégia política por um fim 'maior' - foi só para ele.
Achávamos a corrupção uma exceção, um pecado, mas hoje vemos que o PT transformou a corrupção em uma forma de governo, em um instrumento de trabalho. A corrupção pública e a privada é muito mais grave e lesiva que o tráfico de drogas.
Lula teve a esperteza de usar nossa anomalia secular em projeto de governo. Essa foi a realização mais profunda do governo Lula: o escancaramento didático do patrimonialismo burguês e o desenho de um novo e 'peronista' patrimonialismo de Estado.
Quando o paladino da moralidade Demóstenes ficou nu, foi uma mão na roda para dezenas de ladrões que moram no Congresso: "Se ele também rouba, vamos usá-lo como um Omo, um sabão em pó para nos lavar, vamos nos esconder atrás dele, vamos expor nosso escândalo por seu comportamento e, assim, seremos esquecidos!"
Os maiores assaltantes se horrorizaram, com boquinha de nojo e olhos em alvo: "Meu Deus... como ele pôde fazer isso?..."
Usam-no como um oportuno bode expiatório, mas ele é mais um 'boi de piranha' tardio, que vai na frente para a boiada se lavar atrás.
Demóstenes foi uma isca. O PT inventou a isca e foi o primeiro a mordê-la. "Otimo!" - berrou o famoso estalinista Rui Falcão - "Agora vamos revelar a farsa do mensalão!" - no mesmo tom em que o assassino iraniano disse que não houve holocausto. "Não houve o mensalão; foi a mídia que inventou, porque está comprada pela oposição!" Os neototalitários não desistem da repressão à imprensa democrática...
E foi o Lula que estimulou a CPI, mesmo prejudicando o governo de Dilma, que ele usa como faxineira também das performances midiáticas que cometeu em seu governo. Dilma está aborrecida. Ela não concorda que as investigações possam servir para que o Partido se vingue dos meios de comunicação e não quer paralisar o Congresso. Mas Lula não liga. "Ela que se vire..." - ele pensa em seu egoísmo, secretamente, até querendo que ela se dane, para ele voltar em 14. Agora, todo mundo está com medo, além da presidente. O PT está receoso - talvez vagamente arrependido. Pode voltar tudo: aloprados, caixas 2 falsas, a volta de Jefferson, Celso Daniel, tantas coisinhas miúdas... A CPI é um poço sem fundo. O PMDB, liderado pelo comandante do atraso Sarney, também está com medo. A velha raposa foi contra, pois sabe que merda não tem bússola e pode espirrar neles. Vejam o pânico de presidir o Conselho de Ética, conselho que tem membros com graves problema na Justiça. Se bem que é maravilhoso o povo saber que Renan, Juca, Humberto Alves, Gim Argello, Collor serão os 'catões', os puros defensores da decência... Não é sublime tudo isso? Nunca antes, em nossa história, alianças tão espúrias tiveram o condão de nos ensinar tanto sobre o Brasil. A cada dia nos tornamos mais sábios, mais cultos sobre essa grande chácara de oligarquias. E eu estou otimista. Acho que tudo que ocorre vai nos ensinar muito. Há qualquer coisa de novo nessa imundície. O mundo atual demanda um pouco mais de decência política. Cachoeira, Jefferson, Durval Barbosa nos ensinam muito. Estamos progredindo, pois aparece mais a secular engrenagem latrinária que funciona abaixo dos esgotos da pátria. A verdade está nos intestinos da política.
Mas, o País é tão frágil, tão dependente de acasos, que vivemos com o suspense do julgamento do mensalão pelo STF.
Se o ministro Ricardo Lewandowski não terminar sua lenta leitura do processo, nada acontecerá e a Justiça estará desmoralizada para sempre.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Minha vida Rosa Choque
Aqui posso dizer o que eu penso, posso registrar minhas expectativas, posso compartilhar informações,textos interessantes,posso denunciar, posso desabafar.....posso ser Rosa e Choque!!!
A INDIFERENÇA POLÍTICA
"O desinteresse da maioria dos indivíduos pelos assuntos públicos é um dos grandes problemas políticos nas sociedades modernas. Os indivíduos são levados ao isolamento pelo predomínio de valores individualistas e de interesses estritamentes particulares, assim, como pela submissão ás leis do mercado e do consumo. Nesse contexto, perde-se o sentido do que é comunitário e não se percebe a importância da participação na vida coletiva. O bem público deixa de ser entendido como o bem produzido por todos para toda a sociedade; é visto como um bem que não pertence a ninguém e, por isso, pode ser depredado ou apropriado por qualquer um. As formas de delegação do poder e a disseminação de um comportamento social fortemente influenciado pelos meios de comunicação de massa contribuem para que a indiferença política se instale. Além dos que não participam por desconhecer seu papel no processo político, há os indiferentes conscientes, aqueles que compreendem a situação, mas não tomam partido e encaram a vida política com CETICISMO."
Guimarães, Bruna Gazire
Para Filosofar - São Paulo: Scipione, 2007.
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