terça-feira, 24 de abril de 2012
QUINTOS DO INFERNO
Quando o Brasil começa a ser colonizado, predominantemente dois tipos de portugueses para cá vêm: os loucos por natureza ou por ímpeto irrefreável de aventura, e os desterrados em razão de algum crime cometido.
Mas, no século XVIII, o ouro vira uma atração para os nobres portugueses, que aqui desembarcam para ocupar cargos da alta administração: governador-geral, comandante de capitania, intendente, etc. Deles é responsabilidade pela coleta de impostos, entre os quais o de 20% do ouro extraído, chamado "quinto".
Como naquela época não existia transferência virtual de valores, o produto de arrecadação fiscal era transportado para Portugal via marítima. Quando lá aportava, os portugueses, que continuavam achando o Brasil o fim do mundo, diziam: "Lá vem a nau dos quintos do inferno". Daí veio o xingamento de mandar alguém para os quintos do inferno ou, simplesmente, para os quintos.
Essa é a expressão legítima. Não tem sentido dizer-se "o quinto dos infernos", o que faria supor a existência do quarto dos infernos, do terceiro etc.
Pimenta, Reinaldo - A Casa da Mãe Joana
Curiosidades nas origens das palavras, frases e marcas.
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