quarta-feira, 25 de abril de 2012
BOTAR A MÃO NO FOGO POR ALGUÉM
BOTAR A MÃO NO FOGO POR ALGUÉM
Confiar inteiramente numa pessoa, responsabilizar-se pela honestidade dela....
Ah, a justiça dos homens.... Na Idade Média a quem cabia julgar um acusado? Não, nada de intermediários. A Deus, diretamente. Ele, do alto de sua sabedoria, determinaria se um acusado era inocente ou culpado. Para isso, havia diversos tipos de teste.
Um deles era a prova da água, que podia ser quente ou fria.
Na prova da água quente, o braço do acusado era mergulhado até o cotovelo numa bacia de água fervente. Logicamente, se o braço não sofresse nenhum dano, o homem seria declarado inocente. Na prova da água fria, o suspeito era jogado num rio ou numa bacia, com os punhos e os pés amarrados: se afundasse, era culpado; se flutuasse, inocente. O jeito era comer dois quilos de cortiça na véspera.
Uma modalidade bem menos dolorosa era a prova da cruz, utilizada nos julgamentos com dois litigantes. Eles eram postos frente a frente, com os braços estendidos paralelamente ao solo, como se estivessem crucificados. Aquele que primeiro abandonasse a posição era, claro, o culpado.
Outro tipo de prova envolvia o uso do fogo. E foi daí que veio a expressão botar a mão no fogo por alguém. A mão do acusado era posta no fogo, ou ele era obrigado a sustentar na mão uma barra de ferro em brasa, ou alguma outra calorosa variante. Se a pele permanecesse intacta, como acontece normalmente a pessoas puras e inocentes, o suspeito estaria livre.
A história não registra, mas certamente, se o acusado fosse rico e poderoso, era obrigado a pousar uma agulha morna na palma da mão. Se, depois de 10 anos, não houvesse nenhuma marca, estava definitivamente inocentado.
E você? Colocaria a mão no fogo por alguém hoje em dia?
Reinaldo Pimenta.
A Casa da Mãe Joana.
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